Para calcular o valor do seguro residencial, a referência correta é o custo de reconstrução do imóvel, não o preço de venda. Terreno não pega fogo: o que o seguro precisa cobrir é o custo de reerguer a construção e repor o conteúdo. Por isso a importância segurada costuma ser bem menor que o valor de mercado do imóvel, e o prêmio, menor do que a maioria imagina.
Valor de mercado engana. Valor de reconstrução protege
Um apartamento de R$ 900 mil na Vila Mariana embute localização, vaga, andar e a valorização do bairro. Nada disso é destruído num incêndio. A reconstrução da unidade, essa sim, tem custo estimável: metragem multiplicada pelo custo de construção por metro quadrado da sua região e padrão de acabamento (o CUB, custo unitário básico da construção, publicado mensalmente pelos sindicatos da construção de cada estado, serve de referência).
| Conceito | O que inclui | Serve pro seguro? |
|---|---|---|
| Valor de mercado | Terreno, localização, oferta e demanda | Não |
| Valor de reconstrução | Materiais, mão de obra e projeto pra reerguer | Sim, é a base da apólice |
| Valor do conteúdo | Móveis, eletros, roupas e objetos | Sim, somado como cobertura própria |
O inventário de conteúdo de 20 minutos
Ande pela casa com o celular filmando e descreva em voz alta o que tem valor: eletrodomésticos, TVs e computadores, móveis principais, roupas de maneira agregada. Some por alto. Esse número vira a cobertura de conteúdo, e o vídeo, guardado na nuvem, vira sua memória de prova num sinistro. Itens especiais como joias, relógios de valor, obras de arte e bicicletas caras precisam ser declarados à parte, senão entram no limite genérico, que é baixo.
Ninguém lembra o que tinha dentro de casa depois que a casa não existe mais. Filme antes.
Os dois erros que custam dinheiro
Subseguro: declarar R$ 300 mil pra uma reconstrução que custaria R$ 500 mil. No sinistro parcial, a seguradora pode aplicar a regra proporcional (cláusula de rateio) e pagar só a fração equivalente. Você economizou centavos no prêmio e assumiu um rombo no risco.
Sobresseguro: declarar o valor de mercado, R$ 900 mil, pra uma reconstrução de R$ 400 mil. O prêmio sobe à toa, e a indenização continua limitada ao prejuízo real, porque seguro não é loteria: paga o dano, não o número da apólice. Dinheiro jogado fora todo ano.
O que mais mexe no preço final
Definida a importância segurada, o prêmio varia com o CEP (índice de roubo e de eventos climáticos da região), o tipo de imóvel (apartamento custa menos que casa), medidas de segurança como portaria e alarme, e as coberturas escolhidas, começando pela cesta descrita em o que o seguro residencial cobre. Pra fechar a conta a seu favor, compare seguradoras: os modelos de preço variam tanto quanto no seguro auto, e a Framasa faz essa comparação de uma vez, sem custo.
Leia também
Perguntas frequentes
Devo segurar minha casa pelo valor de venda?
Não. A base correta é o custo de reconstrução (obra e acabamento) somado ao valor do conteúdo. O terreno e a localização não entram, porque não são destruídos num sinistro.
O que acontece se eu declarar um valor menor pra economizar?
Você entra em subseguro. Em sinistros parciais, a seguradora pode aplicar a regra proporcional e indenizar só a fração declarada do prejuízo. A economia no prêmio não compensa o risco.
Joias e bicicletas caras entram na cobertura de conteúdo?
Entram apenas até um sublimite genérico, que costuma ser baixo. Itens de valor pedem declaração específica ou cobertura própria pra ficarem protegidos pelo valor real.
O seguro cobre a reforma que valorizou o imóvel?
Cobre se a importância segurada foi atualizada depois da reforma. Melhorou acabamento, ampliou área ou trocou instalações? Avise a corretora pra reajustar a apólice.
Conteúdo da equipe da Framasa Administração e Corretagem de Seguros, corretora em São Paulo desde 1961 (CNPJ 60.863.529/0001-60 · Registro SUSEP 00033J). Artigo informativo: coberturas, carências e condições variam conforme a operadora/seguradora e o contrato, seguindo as normas da ANS e da SUSEP. Atualizado em julho de 2026.

